Papiniano Carlos (1918-2012)

Belo é ver florir os galhos / das velhas árvores. / E ver chegar as aves / que voltam do Sul.

Fernando Guimarães (1928)

Principiamos a ler. O rosto inclina-se. Ainda separadas, / algumas das letras estremeceram. Tudo aquilo que se sente

Filipa Leal (1979)

Demoro-me neste país indeciso / que ainda procura o amor / no fundo dos relógios,

Raul Brandão (1867-1930)

passavam a vida à espera dos homens, enquanto as mãos ágeis iam tecendo ternura e espuma do mar…

César Augusto Romão (1951)

Quando, na Primavera, // O teu rosto se cobre / de flores // os teus olhos / são as primeiras / a abrir.

Domingos da Mota (1946)

Senhora da pós-verdade, / dizei-me, porque mentis / com a naturalidade / dum Pinóquio sem nariz

Luís Veiga Leitão (1912-1987)

A cidade equestre / No rio mergulha / Seus cascos de granito

Teresa Guedes (1957-2007)

No sambódromo / saltitam solas, / sinos, sinetas, / sainetes, sombrinhas, / sonhos, suspiros, / sorrisos, sustos.

José Régio (1901-1969)

Não me peças palavras, nem baladas, / Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio

Rosa Alice Branco (1950)

Às vezes a noite estende-se através da pele, / mas tu mergulhas até apanhar a pedra / lá no fundo

Ana Luísa Amaral (1956)

Como posso dizer que o teu corpo é divino? / Nele eu faria o pino até insensatez,

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