Antero de Alda (1961)

o ódio esconde-se nas franjas do amor…

António Rebordão Navarro (1933-2015)

A palavra que ama / a que namora / a palavra que dorme

Duarte Solano (1889-1915)

Num plátano gravei o meu nome, enlaçado, / Confundido de amor no teu nome divino,

José Alberto Mar (1955)

Enquanto todos os instantes de uma vida desenham / a superfície do rosto e o olhar aprende a ser uma / porta para a eternidade cada dia é uma entrada

Alice Vieira (1943)

Aprendemos disciplinadamente a pôr / o tempo no seu lugar

Manuel Araújo da Cunha (1947)

O silêncio da tua voz quebrou o tempo / A doce madrugada emudeceu

Hélder Magalhães (1982)

a canção toca no rádio / em jeito de despedida / não vás ainda

Jorge Gomes Miranda (1965)

Se outras preferiam os tecidos de seda / do desejo / ela dava-se à ganga coçada

Pedro Estorninho (1974)

Sei que os teus braços / tomaram a posição certa. / Que o balanço do teu corpo / me trouxe o cheiro do mar.

Pedro Alvim (1935-1997)

- e a folha a vir / a Primavera / do cão uivante.

José Rui Teixeira (1974)

Pousado no arcaz o fogo, como nas mãos de Caim, / o âmbar, os pântanos, os plátanos, um planisfério

Rui Lage (1975)

A rua é comoção antecipada, / Noutro lugar é a mesma ternura

Francisco Duarte Mangas (1960)

Primavera: Quando te vejo pela manhã / apetece-me ser eterno.

João Luís Barreto Guimarães (1967)

como se o acaso fizesse desta folha um reino / por habitar o endereço de janeiro algo branco

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