João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

Sobre o lado ímpar da memória / o anjo da guarda esqueceu / perguntas que não se respondem.

Rui Costa (1972-2012)

Não preciso mas tu sabes como eu sou / Encaminho-me pouco divirto-me assim nas copas

Alexandra Malheiro (1972)

Esta noite vou-te ler / um poema que escrevi, / não fala da lua cheia / nem de nada que já vi.

Óscar Possacos (1962)

atas-me a um rio / corrente, leito dúctil / de um ombro.

Inma Doval (1966)

Eu son a ferida / cicatriz / fenda que supura amor / ti... O bálsamo.

Paulo Abrunhosa (1958-2001)

Não sei fazer do sacrifício / Nenhum ofício,

João Pedro Mésseder (1957)

Tem a forma de uma árvore. Chama-se mãe.

Fernando Aguiar (1956)

O poeta / deu / o poema / por / terminado / antes / de o / começar

Agustina Bessa-Luís (1922)

A natureza vinga-se quando é invocada sem competente temor.

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

Velho / à porta de sua casa / o pescador. / À sua frente grande / o mar.

Jorge Sousa Braga (1957)

Sou uma erva daninha. / Nem princesa, nem rainha.

João Saraiva (1866-1948)

Árvore, — amiga constante, / Desde o berço à sepultura!

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

Quando a primeira lágrima aflorou / Nos meus olhos, divina claridade

Fernando Lanhas (1923-2012)

Deus não é / a forma que lhe atribuímos, / mas a sua verdade,

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