Almeida Garrett (1799-1854)

A brisa voga no prado / Perfume nem voz não tem

Regina Guimarães (1957)

Há paredes de palavras / a que chamamos textos.

José Manuel Teixeira da Silva (1959)

Não se fala desta luz / a luz ilumina toda a / luz, luminosamente

Ilídio Sardoeira (1915-1987)

Por onde vou vai sempre quem não sou / E, quando chego, quem chegou por mim?

Catarina Ferreira (1990)

É na noite perdida que respiro / Sozinha na amarga felicidade

Catarina Dinis (1981)

Em ti… os momentos / São feitos de algodão doce / As manhãs feitas de suave chocolate / As noites têm a suavidade / Da seda que envolve a alma

Nuno Higino (1960)

Um dia cheguei a casa e vi que tinha sombras / espalhadas no corpo, / cogumelos escuros de luar, sem saber se era

Inês Lourenço (1942)

Encontrava-a aos domingos / com a teia de crochet, perto / do estádio. Ulisses regressava / a Ítaca, no fim de mais uma

André Domingues (1975)

O dia exaspera / a louca velocidade das maçãs / do rosto da mulher mordida / à hora certa 

Ruy Belo (1933-1978)

Na minha juventude antes de ter saído / da casa de meus pais disposto a viajar / eu conhecia já o rebentar do mar

João Luís Barreto Guimarães (1967)

Ainda estranho o lugar quando acordamos / no revés de já ser outro / o dia

Francisco Duarte Mangas (1960)

Outono: das aves caem / as penas. / emigram as árvores / à procura de outro sol.

Rui Lage (1975)

A rua é comoção antecipada, / Noutro lugar é a mesma ternura

José Rui Teixeira (1974)

Houve um tempo em que eu desconhecia o medo. / Deus ainda amava os filhos dos homens

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

E peço-lhe desculpa se o refiro desta forma tão crua. Diz a senhora presidente que a delegação do Porto não tinha competências técnicas e, por isso, não se justificava a manutenção. De facto, Senhor Ministro, há muitos anos que os intermediários financeiros se queixavam que para qualquer assunto se viam obrigados a deslocarem-se à sede da CMVM em Lisboa. Exatamente p...

Rua da Estrada romana

UM soldado romano e uma estrada é uma daquelas parelhas que não causa qualquer surpresa. É como um semáforo ou uma placa de sinalização de trânsito ou um polícia sinaleiro se fosse cruzamento e se os tempos e circunstâncias fossem diferentes. Não teria havido império se não houvesse uma rede de estradas que chegasse a todas as terras dos bárbaros, sistema de circulação por onde se drenavam riquezas e impostos para Roma, por onde se movimentavam as legiões, a lei e o latim – uma barbaridade de dispositivos técnicos, legais, linguísticos, bélicos, logísticos, simbólicos… para manter um poder ass...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

Piano não deveria ter letras pretas, letras brancas, para teclar?

Errata

Na manchete do Jornal de Notícias de 13 de novembro de 2017, onde se lê “Médicos aliciados com mil euros para recomendar colegas”, deve ler-se “Médicos agraciados com mil euros por recomendar colegas”, por PML