Carlos Tê (1955)

/ 1715 leituras
Tenho à janela / uma velha cornucópia / cheia de alfazema / e orquídeas da Etiópia

Manuel António Pina (1943-2012)

/ 1086 leituras
a mão é uma árvore / crescendo para dentro,

Artur Jorge (1946)

/ 249 leituras
Breve / e temerário / o rosto exposto / ao luar

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 995 leituras
Camélias // O perfume delas / É, talvez, a cor…

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

/ 515 leituras
No telefone do poeta / desceram vozes sem cabeça / desceu um susto desceu o medo / da morte de neve.

Ana Luísa Amaral (1956)

/ 890 leituras
Que mais fazer / se as palavras queimam / e tanta coisa em fumo em tanta coisa.

Rosa Alice Branco (1950)

/ 827 leituras
No princípio era o verbo / e agora ninguém responde.

Paulo José Borges (1969)

/ 49 leituras
Espreitou-me um verso / A ver se estava alguém. // Corado avistou-me: / diz que já não vem. 

José Régio (1901-1969)

/ 1037 leituras
Mais uma vez, cá vimos / Festejar o teu novo nascimento, / Nós, que, parece, nos desiludimos / Do teu advento!

João Luís Barreto Guimarães (1967)

/ 813 leituras
Nunca tanto como hoje reparei com atenção / na / luz do sol de Janeiro. Forte

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 1960 leituras
Geada // Estende-me um véu de tule / para eu noivar o chão.

Domingos da Mota (1946)

/ 1253 leituras
Dissesse do Natal o muito que / se olha sem se ver, aquando e onde / o outro é transparente, como se / fosse um corpo invisível que se esconde,

Luís Veiga Leitão (1912-1987)

/ 1180 leituras
Natal é renascer / Homem ou pedra que se esconde / Renascer e nascer mudando / O tempo e o lugar onde

César Augusto Romão (1951)

/ 972 leituras
No Inverno, / nas noites de chuva, // as casas crescem / de cima para baixo

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Bragança Fernandes (1948)

O António Costa neste momento está a acender uma vela para que [Rui] Rio ganhe.

Rua da Estrada que não funciona

A RUA da Estrada que não funciona perdeu o asfalto. Regressou à terra. Resta a gravilha, sulcos de terra que o sol irá empoeirar ou lamaçal quando vierem as grandes chuvas. Outros tempos houve em que o bulício não despegava. Para a grande catedral branca rumavam toneladas de grãos de trigo em camiões e do comboio que ali passava iam e vinham outras mercadorias e outra gente que agora deu sumiço. Era a estrada que cruzava a estação, o caminho-de-asfalto e o caminho-de-ferro, esfolado um e desferrado outro. Ficou a estação do tempo salazarento, monumento de arquitectura do Portugal dos Pequen...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 409 leituras
Os Aquários são de vidro?