Rui Costa (1972-2012)

Não preciso mas tu sabes como eu sou / Encaminho-me pouco divirto-me assim nas copas

Anabela Borges (1970)

Manda-me, amor, / notícias / da voz da terra

Aurélio Porto (1945)

No alto do rochedo o vento faz a bandeira cantar / e marulha como se fosse um oceano.

Eugénio de Andrade (1923-2005)

Impetuoso, o teu corpo é como um rio / onde o meu se perde.

Luísa Dacosta (1927-2015)

As mulheres afadigam-se / a estender a migalha do sargaço / que a nortada trouxe à beirada.

Miguel Gomes (1975)

Percorro, / em passo incerto, / as rimas que tombam / sobre este dia, 

Isabel de Sá (1951)

Chegou a hora de minha alma não ser ela, / chegou o tempo de meu corpo não ter corpo

Aurelino Costa (1956)

É inverno a alma, / o espólio // restam ratazanas

Daniel Faria (1971-1999)

Sol / Que quando és nocturno ando / Com a noite em minhas mãos para ter luz.

Carlos Tê (1955)

tudo aquilo que queres ouvir / já to disseram com muito mais sal / é tempo de poderes descobrir

Joma Sipe (1974)

Crepúsculos de dor que se desvanecem, Apenas o físico sofre, lembra-te Da tua imortalidade.

Manuel António Pina (1943-2012)

Alguém o chamara por outro nome, / um absoluto nome, / de muito longe

Arnaldo Mesquita (1930-2011)

Um homem / Novo ou velho / Saiba manter-se de pé

Artur Jorge (1946)

Folhas cansadas / no fim das tardes de outono / a exemplar unidade / das mãos 

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