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A favor da EMA fora de Lisboa

13 Junho 2017 Comentar

OS EURODEPUTADOS do PSD, Paulo Rangel e José Manuel Fernandes, lançarem esta terça-feira, 13 de Junho, uma campanha para travar a decisão do Governo português, liderado pelo socialista António Costa, de candidatar Lisboa para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês).

Defensores da inclusão das cidades do Porto e de Braga na corrida à sede deste organismo, que sairá de Londres por causa do Brexit, os dois membros do Parlamento Europeu estão a promover a petição online “Não ao Centralismo!” e vão desenvolver “diversos contactos institucionais” para contrariar um Executivo que acusam de “concentrar tudo em Lisboa” e de “ignorar a coesão territorial”.

O facto da capital portuguesa já ser a sede da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Droga e da Toxicodependência volta a entrar na lista dos fundamentos, lembrando os opositores desta candidatura que um dos principais critérios para a escolha da nova localização da EMA é precisamente o da distribuição geográfica – e “nenhuma cidade europeia tem mais de duas agências”.

Forte presença industrial, científica e universitária na área da saúde; património edificado “mais do que suficiente e apropriado” à instalação de serviços desta agência; infra-estruturas de educação; e até a proximidade com a rede industrial de Aveiro e universitária de Coimbra, “outro pólo crucial na área da saúde”. Estes são alguns dos argumentos apresentados pelos social-democratas que subscrevem a petição e que, desde logo, apontam Porto e Braga como alternativas.

Em meados de Maio, o presidente da Câmara do Porto escreveu ao primeiro-ministro para “mostrar o interesse” da cidade em acolher a EMA. Na resposta, divulgada esta terça-feira pela Lusa, António Costa citou como razões para a preferência lisboeta “a conveniência da proximidade do Infarmed, agência nacional do medicamento” e a possibilidade de, com três agências, “alcançar o número mínimo de funcionários” para a instalação de uma Escola Europeia na cidade.

“Indignado, revoltado e pasmado” é como Paulo Rangel, num artigo de opinião publicado esta terça-feira no Público, confessa estar perante esta “decisão do mais puro e provinciano centralismo” envolvendo esta candidatura. “Alguém acredita que a escolha de Lisboa, feita à socapa, sem debate e sem transparência, era e é mesmo inevitável? Onde está o apoio à descentralização se, à primeira oportunidade, se corre a pôr tudo em Lisboa?”, questiona o vice-presidente do Partido Popular Europeu.

Por António Larguesa publicado in Jornal de Negócios

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