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Sete perguntas a Miguel Moreira

Sete perguntas a Miguel Moreira

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COM um traço e humor finos, o Miguel vem ilustrando uma realidade que, à primeira vista, raramente faz alusão ao universo em que se insere. Mas, por muito nonsense que sejam alguns dos seus desenhos, eles não deixam de reflectir, à sua maneira, o mundo em que o autor cresceu e no qual vive. Como o próprio Miguel admite, este mundo encontra-se irremediavelmente gravado na sua consciência, estando na base da idealização de muitos dos seus esquizzos.

Por Paulo Moreira Lopes

Ilustração de Miguel Moreira

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

18 Maio 1984. Cedofeita, Porto.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Mafamude, Vila Nova de Gaia.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola Primária Bandeira 1, Escola EB 2/3 Teixeira Lopes, Escola Secundária António Sérgio, Escola Secundária Almeida Garrett (V. N. Gaia).

Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Porto).

4 – Formação académica?

Licenciatura em Ciência da Informação (FLUP). Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão (FBAUP).

5 – Atividade profissional?

Ilustrador.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

A alusão directa ao contexto regional em que me insiro é muito rara no meu trabalho enquanto ilustrador. No entanto, a universalidade predominante é, por vezes, voluntariamente complementada com referências subtis a elementos geográficos (toponímia, lugares por mim frequentados), culturais (expressões linguísticas, hábitos) ou políticos do meio em que vivo, geralmente sob a forma de título ou de comentário a um desenho, com o objectivo de sugerir leituras ou provocar o observador.

Referências directas acontecem inevitavelmente nos desenhos de observação – exercícios através dos quais registo paisagens, monumentos, ruas e pessoas.

Mas, acima de tudo, destaco o papel do contexto em que cresci na educação do olhar e na criação de imaginários. Lembro-me, por exemplo, de tentar passar para o papel algumas das esculturas de Teixeira Lopes depois de uma visita de estudo à sua Casa-Museu, em Gaia. As exposições que visitei, os espectáculos a que assisti, as histórias e lendas que fui ouvindo e as memórias que fui coleccionando acabaram por ficar irremediavelmente gravadas em mim, reflectindo-se inconscientemente em muito daquilo que produzo.

7 – Endereço na blogosfera para o podermos seguir?

https://lumagrolumagro.tumblr.com/

http://esquizzos.blogspot.pt/

http://be.net/miguelmoreira

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