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Sete perguntas a José Soares Martins

Sete perguntas a José Soares Martins

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JOSÉ Soares Martins é professor e poeta (foi letrista dos Jafumega). Atualmente vive na Maia. Diz que há três cidades que o marcaram muito: Lisboa, Porto e Santiago de Compostela (Galiza). Da primeira guarda as recordações da infância, as amizades iniciais e a luz da cidade. Da segunda, lugar onde nasceu, se fez homem e começou a escrever, sente-se contagiado pela melancolia. Na terceira viveu cerca de dez anos como se estivesse em casa. Tem ainda dois rios na sua vida: o Tejo e o Douro. Confessa que não se imagina a viver longe de água, rio ou mar.

Por Paulo Moreira Lopes 

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

Nasci na Freguesia de S. Nicolau a 20 de Junho de 1953, Porto.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Moro desde 2000 na Maia.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Andei no Colégio de Frei Luís de Sousa em Almada; na Escola de S. Nicolau, Porto; Liceu Alexandre Herculano, Porto; Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto e Faculdade de Psicologia da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).

4 – Habilitações literárias?

Doutorado em Psicologia Social.

5 – Atividade profissional?

Professor Universitário na Universidade Fernando Pessoa.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?[1]

Houve três cidades que me marcaram muito, Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, por razões diferentes. Lisboa, pois a minhas primeiras recordações e primeiras amizades remontam de lá; Porto, pois foi a cidade onde nasci e vivi grande parte da minha vida e me fiz homem, onde fiz amizades e amores e comecei a escrever; Santiago, onde me senti em casa sendo estrangeiro durante cerca de dez anos da minha vida (durante o mestrado e doutoramento).

A melancolia do Porto e a luz de Lisboa foram determinantes nas minhas opções literárias e musicais. A psicologia, veio da cultura francêsa, bebida por mim desde muito cedo na infância e da ambiência depressiva nortenha. Nunca soube muito bem se sou um poeta solar ou lunar. Da luz ou da noite e das névoas.

Há dois rios na minha vida, o Tejo e o Douro e essa proximidade da água foi determinante na estruturação do meu carácter e personalidade. De tal modo que não me imagino a viver longe de água, rio ou mar.

As igrejas do Porto, sobretudo do casco histórico, marcaram em parte a minha primeira religiosidade e a ligação ao transcendente feito pedra de granito. Ainda hoje, no meu agnosticismo angustiado, regresso aos velhos sinos da minha infância: S. Nicolau, S. Francisco, Sé, Grilos, S. João Novo…

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

Facebook: José Manuel Soares Martins

Mail: Jsmartin@ufp.edu.pt

[1] A pergunta pressupõe a defesa da teoria do Possibilismo (Geografia Regional ou Determinismo mitigado) de Vidal de La Blache, depois seguida em Portugal por Orlando Ribeiro, de que o meio influência as opções profissionais e artísticas dos naturais desse lugar.

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